quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Pesquisas desenvolvidas no MHN são apresentadas em evento sobre o Semiárido

Evento aconteceu entre os dias 8 e 10 de novembro, em Campina Grande

Graziela França - estudante de Jornalismo
Estudantes de graduação e pós-graduação de Geografia e Ciência Biológicas da  Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vinculados ao Museu de História Natural (MHN), apresentaram pesquisas desenvolvidas dentro da Instituição no 2º Congresso Internacional de Diversidade no Semiárido (Conidis). O evento aconteceu entre os dias 8 e 10 de novembro, no Centro de Convenções Raimundo Asforra, no Garden Hotel na Cidade de Campina Grande, Paraíba.

Com a presença de pesquisadores das Américas e Europa, foram discutidas questões  sobre pesquisa em diversas áreas do semiárido por meio de fóruns, palestras, mesas redondas, apresentações orais e pôsteres. Na ocasião, os alunos apresentaram trabalhos no formato de pôsteres nas áreas de biogeografia, riquezas do semiárido, recuperação de nascentes e herpetologia (estudo de anfíbios e répteis).
De acordo com Jardel Estevam Barbosa dos Santos, estudante de licenciatura em Geografia, a participação no evento é importante, pois proporciona conhecimento teórico e prático, que ajudam no desenvolvimento acadêmico e pessoal.
“Para nós, que estamos dentro de grupos de pesquisas voltados para estudos da região Semiárida, ele [Conidis] se torna um importante instrumento de divulgação de estudos deste bioma que ainda é tão pouco estudado quando comparado a outros do país. Além disso, ele dá uma maior visibilidade sobre as atividades que são desenvolvidas no Museu de História da Natural, uma vez que ele comporta também laboratórios de pesquisa”, contou o estudante.
A conscientização sobre a caatinga e também sobre o lado social é um dos pontos destacados pelo estudante de bacharelado em Geografia, Gabriel do Nascimento Alves. “A quantidade de trabalhos apresentados foi considerável, e todos relevantes para o reconhecimento de que, ao contrário do que é difundido fora da academia, a caatinga é um bioma bastante rico em biodiversidade e sua preservação é fundamental, principalmente por ser o bioma brasileiro com menos proteção no sentido de políticas ambientais”, explicou.
Pesquisas no MHN
Também participaram do evento os estudantes Ana Beatriz da Silva, Álvaro dos Santos e Anderson Marques Araújo, todos da graduação e pós-graduação do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema). No MHN, eles estão lotados no setor de Geologia e Paleontologia, sendo os professores Ana Paula Lopes e Jorge Luiz Lopes os responsáveis, respectivamente.
Já Willams Fagner Soares dos Santos, graduando de Ciências Biológicas, participa de pesquisas no setor de Herpetologia do museu, coordenado pela bióloga Selma Torquato.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Fim de Semana no Museu tem programação voltada à cultura negra



Evento trará valorização e conhecimento com diversas atrações, nos dias 11 e 12 de novembro


Graziela França- estudante de Jornalismo
Nos próximos dias 11 e 12, o Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza o 14° Fim de Semana no Museu. A edição do evento abordará temas voltados para a conscientização e valorização da cultura afro, em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro.

Na programação, atividades gratuitas como oficinas, contação de histórias, poesia no varal, apresentações do grupo de maracatu Afro Caeté, show Coisa de Nêgo com o Cantor Igbonan, entre outras diversas atrações culturais e artísticas, além da exposição permanente Alagoas: do mar ao sertão.
De acordo com Klinger Silva, um dos idealizadores do evento, é importante que o museu, como uma ferramenta cultural e científica, se engaje na luta pelo fim do preconceito, abordando temáticas das minorias com o objetivo de esclarecer à sociedade, educar os mais jovens e vencer preconceitos.
“A luta contra o preconceito é uma luta de séculos aqui no Brasil, herdada do período da escravidão, e está muito presente nos dias de hoje. Eu, como negro, e outros, podemos falar isso. Às vezes as pessoas não percebem por não estarem vivendo essa realidade, mas sabemos que é uma luta diária. E pra isso, é preciso que a universidade e a escola cumpram também esse papel que é de vencer essas barreiras”, comentou Klinger.
O Fim de Semana no Museu acontece na sede do MHN, localizado na Av. Amazonas, Prado (Praça da Faculdade). As atividades são das 9h às 12h e das 14h às 17h, nos dois dias de evento.
Serviço:
O quê: 14º Fim de Semana no Museu
Quando: 11 e 12 de novembro
Horário: 9h às 12h; 14h às 17h
Local: Av. Amazonas, Prado (Praça da Faculdade)

Confira a programação
Sábado (11/11/2017)
9h - Abertura da exposição Alagoas do Mar ao Sertão
10h às 12h - Confecção de máscaras africanas (Oficina Infantil)
13h30 às 15h - Confecção de livrinho infantil (20 crianças)
15h - apresentação do grupo de maracatu Afro Caeté
16h30 - Oficina de dança afro com Diego Bernardes Ayraiberu

Domingo (12/11/2017)
9h - Abertura da exposição Alagoas do Mar ao Sertão
10h- Contação de histórias: Histórias do lar... de lá, com o professor Toni Edson
14h - História de Zumbi dos Palmares (teatro de fantoches)
15h- Oficina de  turbantes: "Imo Gélè - Turbante do Saber" - Lucélia Tayná
16h30 - Apresentação Papel no Varal (poesia) e do show Coisa de Nêgo com o Cantor Igbonan