quarta-feira, 31 de julho de 2019

Terapias naturais e alimentação saudável são temas do 29º Fim de Semana no Museu

Edição de evento tradicional do Museu de História Natural trará atividades gratuitas para público

Por: Graziela França – jornalista colaboradora - 31/07/2019 às 11h01
 
https://ufal.br/ufal/noticias/2019/7/terapias-naturais-e-alimentacao-saudavel-sao-temas-do-29o-fim-de-semana-no-museu/@@images/b0013f6c-a015-44e9-8dda-80d51a38a3b4.jpegCom o objetivo de incentivar hábitos saudáveis e terapias da medicina tradicional, o Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realiza a 29ª edição do Fim de Semana no Museu. O evento será neste sábado (3) e domingo (4), com atividades das 9h às 12h e das 14h às 17h, na sede do MHN, que fica na Avenida Amazonas, Prado, em frente a Praça da Faculdade.
A programação traz diversas atividades voltadas para alimentação e saúde, como oficinas de bons hábitos alimentares, de ervas medicinais, de práticas terapêuticas, criação de hortas em casa, entre outras, além de encerramento com programação cultural. No intervalo, das 12h às 14h, a proposta é de que os visitantes façam um piquenique com alimentos não industrializados.
O evento é gratuito e voltado para o público de todos as idades. Organizado pelo setor de Etnoecologia, o 29º Fim de Semana no Museu conta com a colaboração do Instituto Terra Viva e da apicultura Colmeia Imperial.
“A ideia de fazer um Fim de Semana no Museu voltado para as terapias naturais e para a alimentação veio de um projeto que está sendo desenvolvido no laboratório, com um levantamento de plantas medicinais, mas também de um projeto que estou fazendo com uns alunos, com o título Seu corpo é o que você come. Então, a gente discutiu bastante a questão da alimentação industrializada, os conservantes, corantes, condimentos artificiais e os impactos disso na saúde”, relata a professora Flávia Moura, responsável pelo setor. 
A professora explica, ainda, que a temática abordada está relacionada à etnobotanica e, consequentemente, à etnoecologia. “Essa é a botânica que é de domínio intelectual de populações tradicionais, sejam elas brasileiras ou de outras partes do mundo, porque nós estamos mesclando diversas práticas milenares, como, por exemplo, a meditação e outras atividades”, ressalta. 
Serviço
O quê: 29° Fim de Semana no Museu
Quando: Sábado (3) e domingo (4), das 9h às 12h e das 14h às 17h
Onde: Sede do MHN, na Av. Amazonas, Prado, em frente a Praça da Faculdade.
Quanto: Gratuito

 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

MHN homenageia colaboradores do setor de Herpetologia


Solenidade aconteceu durante a 28ª edição do Fim de Semana no Museu

 
Por: Graziela França- jornalista colaboradora - 29/07/2019 às 08h00


Em uma emocionante solenidade, colaboradores do setor de Herpetologia do Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foram homenageados e tiveram seus nomes reconhecidos nas salas de coleções e estudos, durante a 28ª edição do Fim de Semana no Museu, que aconteceu nos dias 13 e 14 deste mês, na sede do MHN.
O reconhecimento foi feito a pessoas importantes na construção e expansão do setor. “São pessoas extremamente dedicadas e que construíram, de diversas formas, esse setor. Na verdade, é um conjunto, que envolve muitas pessoas e eles estão representando as ações principais, mas existe muita gente ao longo dessa história”, contou Selma Torquato, responsável pelo setor de Herpetologia do MHN, que possui cerca de 20 pessoas entre servidores, estagiários e colaboradores.

Sala de coleção professora Eliza Freire
A sala que abriga a coleção herpetológica passou a se chamar Sala professora Eliza Freire, que foi a responsável por iniciar a coleção do setor logo com a fundação do MHN. Na época, a professora Juju, como é conhecida, trouxe 66 exemplares de sua terra natal, Rio Grande do Norte, sendo quatro espécies de anfíbios e 14 de répteis.
“Eu era concursada daqui e fui chamada justamente para ajudar a criar o Museu de História Natural. Eu já era especialista na área de Herpetologia e a primeira coisa que me veio a cabeça era criar a coleção. Então, eu trouxe os primeiros 66 exemplares que eu já tinha coletado no rio Grande do Norte e coloquei na coleção. Em seguida, eu tive contato com os meus primeiros estagiários, entre eles Selma e Jorge [responsável pelo setor e diretor do MHN, respectivamente], que conheciam as matas alagoanas”, contou a professora.
A professora, que já havia descoberto uma lá no Rio Grande do Norte, descobriu mais três espécies de anfíbios, duas de cobras e duas de lagarto, todos aqui em Alagoas, sendo uma delas endêmica da Mata de Murici, que é a Jararaca de Murici (Bothrops muriciensis), ou seja, se foi encontrada neste local.
“A Ufal representa pra mim a minha primeira trilha, o primeiro caminhar e meus primeiros passos na carreira acadêmica. Até hoje eu tenho um amor muito grande pela minha profissão de bióloga e como professora também, de construir, de edificar, de deixar marcas, eu não tenho a vaidade de deixar só pra mim”, destacou a professora Juju.

Sala de estudos professor Gabriel Skuk
Já a sala de estudos do setor, onde os alunos e pesquisadores desenvolvem seus trabalhos, se chama agora professor Gabriel Skuk. Uma homenagem ao professor uruguaio, falecido em 2011, e que colaborou com a construção da coleção de girinos, iniciada em 2002, por alguns alunos orientados por ele. Hoje a coleção conta com pouco mais de 500 lotes, incluindo representantes de quase todas as espécies de anuros da região Nordeste, acima do Rio São Francisco, além de recentes aquisições de lotes provenientes de outros países da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Equador.
Filipe Nascimento, que foi orientando de Skuk, aproveitou a ocasião para falar sobre a sua atuação. “A gente ia em um congresso e todo mundo conhecia o Gabriel [Skuk]. E eu sempre me aproveitava, dizendo que era aluno dele, e isso já abria portas. E hoje pra mim é uma honra estar na coordenação desse evento e fazendo essa homenagem e é uma alegria muito grande, eternizar o nome dele, para que os novos alunos que aparecerem por aqui, saibam quem é Gabriel Skuk”, relatou o organizador do evento.

Sala de tecidos professora Tamí Mott
A sala que da coleção de tecidos recebeu o nome da professora Tamí Mott, que iniciou esse tipo de estudo no MHN, quando mudou-se do Mato Grosso e veio atuar na Ufal, em 2011, após a morte do professor Skuk.
Desde que eu cheguei eu fui acolhida pela Selma e pelo Filipe. Na época o Filipe era orientando do professor Gabriel Skuk, que tinha acabado de falecer, então, eu assumi a orientação dele e, desde então, venho participando assim com o museu, não cumpro uma carga horária, mas venho aos eventos e todos os meus alunos passam por aqui para conhecer o museu, saber como faz curadoria e tudo mais”, explicou a professora Tamí Mott.
A professora que ainda atua no Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (Icbs) da Ufal destacou como honra receber a homenagem. “Eu não tenho nem palavras para agradecer, eu fiquei realmente muito emocionada, lisonjeada e honrada de fazer parte dessa família, porque eu vejo o museu como minha família”.

20 anos de colaboração
Além dos professores, o colaborador mais antigo do setor, Ubiratan Gonçalves, também foi homenageado. “Há vinte anos, ele começou a estagiar no setor e desde então seu vínculo nunca acabou. Se formou, cursou mestrado, sempre contribuindo com o setor, seja no aumento da representatividade da coleção, seja orientando alunos ou mesmo conseguindo equipamentos, por meio de projetos de pesquisa particulares”, pontuou Filipe, lembrando a contribuição do biólogo ao museu.



terça-feira, 16 de julho de 2019

Fim de Semana do Museu agita público do MHN

Evento movimentado surpreende os organizadores e agrada o público com atividades

Por: Gabriela Vieira – estudante de Jornalismo - 16/07/2019 às 09h20


Nos dias 13 e 14 de julho aconteceu mais uma edição do Fim de Semana do Museu, trazendo o tema Com os Anfibios e Répteis, o evento foi organizado pelo setor de Herpetologia do Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As atrações foram voltadas para todo o público, principalmente o infantil. Na programação, oficinas, jogos, palestras e exposições com o objetivo de divulgar informações voltadas para o estudo de répteis e anfíbios, levando ciência para seus visitantes.
As atividades atraíram bastante público, deixando salas cheias e surpreendendo os organizadores do 28º Fim de Semana do Museu. Filipe Augusto Nascimento, do setor de Herpetologia e responsável pela organização, contou que o comparecimento dos visitantes superou as expectativas. “Mesmo com chuva o público compareceu em peso. Creio que não só por esse evento, mas como é uma tradição do Museu, o público já aguarda”, disse.
Diferentes exposições fizeram parte do evento, como a Multissensorial, que contou com a colaboração de profissionais e estudantes do Cesmac. A mostra fez com que os visitantes pudessem utilizar os outros sentidos, como o tato, para identificar peças, em vez de utilizar apenas a visão. Vendadas, as pessoas podiam ter uma experiência diferenciada ao tocar no material que representavam partes de serpentes.
As atividades culturais e educativas deixaram pais animados com mais uma opção de lazer em família. Vana Janaína, fisioterapeuta, acha importante a ocorrência de eventos do tipo para crianças, principalmente as mais novas, como seu filho José Arthur, de 2 anos. “As atividades culturais servem para ele [José] sair um pouco desse foco de shopping, praia, para ele conhecer a cultura. E como são famílias, todas as idades aprendem”, relata.
Já a dentista Ana Lídia e sua filha Maria Cota, de 3 anos, aproveitaram bastante. “Agregar conhecimento com atividade lúdica, num espaço gratuito e acessível é muito importante”, diz Ana ao ver Maria se divertir com o que conseguiu criar na oficina de brinquedos.
Cada vez mais famílias participam do tradicional evento do MHN, deixando mais conhecido e uma boa opção de programa para o final de semana. “É uma oportunidade de aproveitar, [porque] vem os pais com as crianças para divulgar ainda mais essas informações a respeito dos anfíbios e dos répteis”, menciona Filipe, organizador dessa edição do evento.
O 28º Fim de Semana do Museu ainda contou com a parceria do Ronda do Bairro, que, além de encerrar com muita música, levou crianças assistidas pelo próprio projeto para participar das atividades nos dois dias. No Museu, elas puderam aprender sobre os répteis e anfíbios nas oficinas e exposições, adquirindo mais conhecimento.
Animais de várias espécies produzidos com pneus tomaram conta do MHN e também encantaram o público presente. “A ideia foi tirar e trabalhar com o pneu de forma funcional. A maioria das nossas peças tem uma utilidade, porque temos uma preocupação muito grande de não fazer lixo colorido, mas algo que seja reaproveitável e dure bastante”, explica Edjane Galvão, da Artts Pneus.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

Atividades e exposições gratuitas integram 28º Fim de Semana no Museu

Edição acontece neste sábado (13) e domingo (14), na sede do MHN; répteis e anfíbios serão destaque no evento

 
Por: Graziela França - jornalista colaboradora - 10/07/2019 às 15h39 

Anfíbios e répteis invadem o Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para a 28ª edição do Fim de Semana no Museu, que acontece neste sábado (13) e domingo (14), das 9h às 12h e das 14h às 17h, na sede do MHN, que fica na Avenida Amazonas, Prado, em frente à Praça da Faculdade.
O evento, organizado pelo setor de Herpetologia, tem como principal objetivo divulgar o conhecimento sobre os anfíbios e os répteis, dois grupos de animais que muitas vezes despertam medo e antipatia do público em geral. A edição tratará da importância, aspectos biológicos, diversidade e desmistificação de informações erradas sobre sapos, cobras, jacarés, tartarugas, lagartos, entre outros animais.
Na programação, oficinas, apresentação de filmes, bate-papo, atividades infantis, homenagens a colaboradores do setor de Herpetologia do MHN e apresentações culturais de Kung Fu e da banda do Ronda no Bairro. O Fim de Semana no Museu contará ainda com as atividades contínuas, como espaço para pintura, brincadeiras e exposições.
Durante o evento o público encontrará, além do acervo de exposições do MHN, mostra fotográfica, esculturas de animais e objetos feitos com pneus reaproveitados, da artista plástica Edjane Galvão, e a inauguração da exposição temporária Em Monção, da Eva Le Campion.
Trazendo inclusão para o evento, haverá ainda a exposição Multissensorial - um novo olhar sobre as serpentes, resultado de um projeto realizado por alunos do curso de biologia do Cesmac, liderados pela professora Ingrid Tibúrcio, que também é colaboradora do MHN. A atração apresentará peças sobre esses animais voltadas para o público com deficiência visual, que poderá tocar nas peças, que terão informações descritas em braile e também poderão ser ouvidas em áudios.
De acordo com Filipe Nascimento, biólogo do MHN e organizador do evento, a intenção é atrair o público para um momento de lazer e aprendizagem. “Esse tem sido o principal objetivo do nosso projeto, levar conhecimento, sobretudo aquele voltado às ciências naturais, para um amplo público”, destacou.
As atividades do Fim de Semana no Museu são gratuitas e voltadas para o público de todas as idades.

Serviço
O quê: 28° Fim de Semana no Museu
Quando: sábado (13) e domingo (14), das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Onde: sede do MHN
Quanto: gratuito