segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Museu de História Natural leva seu acervo para o Campus A. C. Simões

A exposição “Biodiversidade de Alagoas” fica no hall da Biblioteca Central até o dia 30 de setembro

Por Pedro Barros – estudante de jornalismo

De 4 a 30 de setembro, o Museu de História Natural (MHN) mantém a exposição “Biodiversidade de Alagoas” no hall da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no campus A. C. Simões. Estão a mostra minerais, plantas, animais, conchas, um fóssil de mastodonte e o esqueleto de uma baleia-piloto (Globicephala macrorhynchus).

Exposição "Biodiversidade de Alagoas", do Museu de História Natural, na Biblioteca Central da Ufal. Foto: Pedro Barros


A exposição não tem réplicas. "Tudo é de verdade", insistem os monitores perante a surpresa dos visitantes. Em sua segunda edição, ela foi organizada em sete expositores: um com um tubarão-lixa, outro com o do esqueleto da baleia-piloto, um de paleontologia e geologia (com a mandíbula de um mastodonte e minerais diversos), um de plantas (que inclui as folhas da craibeira, árvore símbolo do Estado), e três expositores com animais taxidermizados (popularmente chamados de "empalhados"), divididos em mamíferos, répteis e aves.

Dessa vez o público alvo é a comunidade acadêmica, professores, estudantes e técnicos. A monitora e estudante de biologia Elaine Pollyanna Alves da Silva relata que, apesar de mais adulto, a reação de grande parte dessas pessoas é semelhante à das crianças. "No Mupa [Museu Palácio Floriano Peixoto, onde a exposição ficou instalada anteriormente] estávamos lidando com crianças do 1º grau e infantil. Mas aqui as pessoas estão tendo as mesmas reações que as crianças. É como se elas voltassem à infância, à imaginação", conta.

Exposição do Museu de História Natural fica na Biblioteca Central até o dia 30 de setembro. Foto: Pedro Barros 


A professora Denise Wanderlei, do curso de Biologia bacharelado da Ufal, considera importante a iniciativa de levar a exposição para fora do Museu. "Assim, ele chega a um público que não está habituado com pesquisa e extensão. Aqui no campus, pode despertar nas pessoas de outros cursos o interesse por alguma interação", analisa, citando o exemplo de um médico que se especializou em serpentes.

"Só vai ao museu a pessoa que tem interesse. Aqui não: os usuários da biblioteca passam e veem. E em períodos de prova, o fluxo de pessoas aumenta. Quando a exposição vai a outros lugares, ela consegue captar mais público e divulgar seu trabalho.", ressalta a diretora da Divisão de Serviços aos Usuários (DSU) da Biblioteca Central, Shirlem Maria Santos Bezerra.

Exposições na Biblioteca
Segundo Bezerra, as exposições no hall da biblioteca tem como objetivo principal estimular a cultura universitária. "Geralmente as exposições são de algum projeto da universidade, para que desperte o interesse acadêmico. Mas não se limita a isso, está aberta também para trabalhos fora da Ufal", explica. "Com esse espaço, buscamos, por um lado, dar oportunidade para divulgar trabalhos e, por outro, para dar visibilidade à biblioteca e aos seus serviços".

Escolas também visitam exposição na Biblioteca Central. Foto: Pedro Barros


A diretora informa que é possível agendar um tour pelas instalações da biblioteca, o que inclui uma parada na exposição temporária. "Na visita orientada, nós falamos sobre o Sibi [Sistema de Bibliotecas], a Biblioteca Central e os serviços que ela oferta (como consulta ao acervo, empréstimo, levantamento bibliográfico, etc.)", explica.

As pessoas interessadas em expor seu trabalho devem fazer um agendamento na secretaria da biblioteca. "O que pedimos é que, além de agendar primeiramente por telefone, a pessoa traga por escrito as informações básicas sobre a mostra, como o tema, o responsável e o tempo de permanência", informa Bezerra.

A Biblioteca Central funciona de segunda a sexta, das 7h às 21h40, e aos sábados de 08h às 14h. Telefone: 3214-1461.

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